Déjà vu. A Inter joga um ótimo primeiro tempo, mas depois perde o fôlego no segundo tempo. Nas últimas 5 rodadas do campeonato, isso aconteceu três vezes: contra o Napoli, contra a Udinese em casa (apesar da vitória) e ontem contra o Parma. Sem esquecer da final da Supercopa perdida para o Milan no derby na Arábia Saudita.
Reconhecendo os méritos dos adversários, é difícil dizer com certeza se essa diferença de desempenho se deve a um declínio físico ou mental. O assistente de Simone Inzaghi, Farris, explicou após a partida: “Não queremos gerenciar, mas sim proteger os jogadores para evitar lesões.” Esta é uma explicação compreensível, mas essa abordagem pode ter consequências negativas.
Na partida contra o Parma, a Inter terminou o jogo com apenas quatro jogadores titulares em campo: Thuram e os três mais experientes – Sommer, Acerbi e Mkhitaryan. Sete jogadores importantes estavam ausentes: Pavard, Bastoni, Dimarco, Çalhanoglu e Lautaro, além do suspenso Barella e do lesionado Dumfries.
A diferença de classe e experiência é notável. O renomado treinador Fabio Capello costuma dizer: “Sem mentalidade, nada funciona. No futebol, não é como acender e apagar a luz”. É difícil discordar dele.
No entanto, as críticas a Simone Inzaghi por parte de especialistas e torcedores parecem injustas. As avaliações do trabalho do treinador da Inter pela mesma rotação de elenco mudam dependendo do resultado: elogiado pelas vitórias e criticado pelas derrotas. Esta é uma abordagem muito simplista, mas é o destino dos treinadores de grandes clubes. Inzaghi e Inter não são exceção. Assim como Barcelona e Real Madrid, que recentemente empataram e perderam em casa para Betis e Valencia, respectivamente. Problemas existem em todos os lugares.

