Jean-Louis Gasset pode estar conformado com o destino do Montpellier HSC, mas não se demitiu do cargo de treinador e é improvável que seja forçado a sair do clube, pelo menos na situação atual.
O Montpellier encontra-se atualmente no último lugar da Ligue 1 e parece destinado à despromoção para a Ligue 2. Gasset praticamente perdeu a esperança de permanecer na primeira divisão.
O jogo do Montpellier contra o AS Saint-Étienne foi interrompido no domingo. O Saint-Étienne, uma posição acima do último lugar do MHSC (que está a oito pontos da zona de segurança) no 17º lugar, assumiu a liderança na primeira parte através de Lucas Stassin, mas ficou reduzido a 10 jogadores perto do intervalo após Maxime Bernauer ter recebido o segundo cartão amarelo.
Apesar disso, Stassin bisou para o Saint-Étienne na segunda parte, o que levou a cenas de violência no Mosson. O jogo foi interrompido e depois abandonado. Não está claro se o Saint-Étienne será declarado vencedor, e também não está claro se o Montpellier será penalizado com uma dedução de pontos pelas autoridades.
Incerteza dita a decisão do MHSC
É neste contexto que Gasset perdeu a esperança de sobrevivência. “Está tudo acabado para a permanência? Claro que está. Se a equipa que está em 18º lugar defronta a equipa que está em 17º, com uma diferença de cinco pontos, e não se ganha esse jogo… se defendermos assim, significa que não temos nível para jogar na Ligue 1”, afirmou.
Havia dúvidas se Gasset continuaria a temporada no MHSC. Entende-se que, por agora, ele permanecerá como treinador do clube. A publicação acrescenta que a decisão do clube de o manter foi baseada em grande parte na incerteza em torno da punição da LFP pelo abandono do jogo de domingo. Poderá haver uma dedução de pontos e/ou uma penalidade financeira, enquanto o encerramento de uma bancada ou de todo o estádio também é uma possibilidade.

