Qui. Mai 14th, 2026

Quatro Estrelas da Serie A Chamadas para Seleção da França na Copa do Mundo

A Serie A italiana não precisa da validação da Itália para se impor no cenário mundial. Enquanto a seleção Azzurri se prepara para mais um verão de espectadores, a liga em que jogam continua a atrair, desenvolver e apresentar alguns dos melhores futebolistas do planeta.

Essa desconfortável realidade foi mais uma vez sublinhada pela França.

De acordo com o RMC Sport, o técnico Didier Deschamps incluirá quatro jogadores da Serie A em sua lista final para a Copa do Mundo de 2026, um torneio co-organizado pelos EUA, Canadá e México, que a Itália não disputará.

A divulgação da lista está prevista para 10 de junho. A ironia não requer elaboração; ela a exige.

Os Quatro Nomes da Serie A Que Didier Deschamps Não Pôde Ignorar

A lista divulgada pelo RMC Sport inclui Mike Maignan, o goleiro do AC Milan, que silenciosamente se consolidou como possivelmente o melhor defensor de chutes da Europa nas últimas três temporadas.

Dominador, explosivo e tecnicamente impecável, Maignan não é uma convocação que precise de justificativa – ele é a primeira escolha da França, ponto final.

Ao seu lado, Marcus Thuram, da Inter, garante seu lugar após uma campanha espetacular em 2025-26: 16 gols em 34 jogos na Serie A, construindo sobre sua performance no Euro 2024, onde marcou três gols em seis partidas.

O jovem Thuram se tornou um dos atacantes mais confiáveis do futebol mundial, e Deschamps sabe disso.

Adrien Rabiot, que se transferiu gratuitamente para o AC Milan vindo da Juventus no verão de 2025, também foi convocado.

Com 68 convocações pela França desde 2016 e três gols e seis assistências em 32 partidas da Serie A nesta temporada, Rabiot se reinventou no time rossonero – mais discreto no Juventus Stadium, mas influente em San Siro.

A inclusão mais intrigante é a de Manu Koné, o meio-campista de 24 anos da Roma, que chegou do Borussia Mönchengladbach por 35 milhões de euros em janeiro de 2026.

Com quatro gols e cinco assistências em 18 jogos na Serie A, Koné conquistou sua primeira convocação para a seleção principal da França. A aposta da Roma foi enfaticamente validada.

A Reabilitação Silenciosa da Serie A: O Que as Escolhas da França Realmente Significam

A importância de quatro internacionais franceses jogando seus clubes na Serie A não é meramente estatística. É reputacional.

Isso sinaliza que a liga, que passou anos lutando contra narrativas de estagnação tática e declínio de prestígio, se restabeleceu como um destino onde jogadores de elite não apenas chegam, mas prosperam.

Maignan e Thuram já eram figuras-chave na seleção da França para a Copa do Mundo de 2022. O fato de continuarem sendo quatro anos depois, após temporadas em Milão e Milão, respectivamente, demonstra a capacidade da Serie A de sustentar, em vez de diminuir, talentos de calibre internacional.

A transformação de Scott McTominay em um dos meio-campistas mais dinâmicos da Serie A no Napoli é mais uma evidência do mesmo fenômeno – uma liga capaz de extrair o melhor de jogadores que foram “descartados” em outros lugares.

As exclusões também são instrutivas. O meio-campista da Juventus, Khephren Thuram – irmão mais novo de Marcus –, supostamente ficou de fora apesar de cinco assistências em 28 jogos.

Seu companheiro de equipe na Bianconeri, Pierre Kalulu, também foi deixado de fora. Youssouf Fofana, do AC Milan, não foi convocado, assim como o atacante Christopher Nkunku, que marcou 12 gols na Premier League pelo Chelsea nesta temporada, mas cujo histórico de lesões prejudicou seu caso.

A competição por essas vagas, entre jogadores baseados na Serie A, conta sua própria história sobre o status da liga.

O Paradoxo Doloroso: Itália Ausente, Serie A Representada

Existe uma conversa que o futebol italiano não pode evitar neste verão. A Nazionale falhou – novamente – em se classificar para a Copa do Mundo.

No entanto, a liga que abriga Inter, Milan, Juventus e Roma enviará jogadores para a América do Norte vestindo a camisa da França, e quase certamente de várias outras nações.

Como nossa análise do XI mais valioso da Itália em eliminatórias para a Copa do Mundo deixou claro, o déficit de talento não está na Serie A.

Ele está no “pipeline” que alimenta a Azzurri – as estruturas, o desenvolvimento de jovens, a disposição em confiar em jovens jogadores italianos antes que seja tarde demais.

A França não tem esse problema. Deschamps chegará a Los Angeles em junho com Maignan protegendo sua defesa, Thuram liderando seu ataque, Rabiot controlando seu meio-campo e Koné adicionando dinamismo saindo do banco.

Todos os quatro forjados, ou aprimorados, na Serie A. A Itália não estará lá para assistir. A liga estará.

By Дуарте Пинейру

Duarte Pinheiro, de Lisboa, dedicou a sua vida à análise desportiva. Vivendo na capital, tem acesso a informações exclusivas sobre todos os eventos desportivos significativos do país. A sua paixão especial é o futebol e o basquetebol, mas também tem um profundo conhecimento do surf, um desporto cada vez mais popular em Portugal. Duarte gere um canal popular no Telegram, onde partilha previsões desportivas profissionais e análises de odds de casas de apostas. A sua metodologia de análise de eventos desportivos inclui o estudo não só das estatísticas, mas também do estado psicológico dos atletas.

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