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Rosetti: VAR interviria em Kalulu-Bastoni; Não ao 'challenge'

27 de agosto de 2026Diego Herrera3 мин

Roberto Rosetti, presidente da Comissão de Arbitragem da UEFA, fez um balanço sobre as novidades para a temporada que se iniciou, em declarações direto de Monte Carlo. Ele abordou a busca por uniformidade nas regras em toda a Europa e as novas diretrizes para acelerar o jogo e combater a perda de tempo.

Rosetti destacou a importância da uniformidade nas decisões arbitrais em toda a Europa, enfatizando que, apesar de pequenas diferenças, já há um alinhamento considerável entre as ligas nacionais e as competições da UEFA. Ele mencionou que, após a Copa do Mundo do Catar, o objetivo foi acelerar a retomada do jogo, diminuindo tempos suplementares excessivos e promovendo maior intensidade nas partidas. A introdução de novas regras contra a perda de tempo já demonstra resultados positivos, com mais tempo de jogo efetivo e menos simulações.

Uma das novas regras prevê rigor na aplicação dos 10 segundos para substituições, com a exclusão do jogador por um minuto caso a regra não seja respeitada. Da mesma forma, a suspensão do jogo para atendimento médico terá uma duração mínima de um minuto, com exceções para situações em que o atleta lesionado seja o infrator de uma falta que resultou em cartão, ou em disputas de bola, mas não para traumatismos cranianos. Regras mais objetivas para arremessos laterais e tiros de meta também foram implementadas, com um cronômetro de 5 segundos, revertendo a posse de bola ou concedendo escanteio em caso de descumprimento.

Em relação a lances que podem resultar em um segundo cartão amarelo incorreto, Rosetti utilizou como exemplo a expulsão de Pierre Kalulu, após uma simulação de Alessandro Bastoni. Ele explicou que, a partir de agora, o VAR poderá intervir para solicitar que o árbitro reveja a jogada. Ao revisar o lance no monitor, a decisão final caberá ao árbitro. Essa intervenção do VAR se aplica à correção da decisão em si, e não a trocas de identidade de jogadores.

O VAR também poderá ser acionado para reverter um escanteio concedido erroneamente, mas apenas em relação ao último toque na bola. Não haverá intervenção para dúvidas de impedimento no início da jogada ou para outros lances que não afetem diretamente a decisão do escanteio, e a revisão só ocorrerá se a partida não estiver em andamento. Rosetti reiterou o desejo por árbitros fortes e com personalidade, que tomem decisões em campo.

Perguntas dos Jornalistas

Sobre a indicação de não esperar sempre pelo VAR, Rosetti afirmou que isso visa dar coragem aos árbitros, que devem tomar decisões corajosas e, por vezes, impopulares. Ele se recusou a comentar decisões específicas de ligas nacionais.

Quanto à revisão em câmera lenta, Rosetti considera que em algumas situações diminuir a velocidade em 50% ou 70% pode ser útil para entender a dinâmica de um lance, como o ponto de contato ou o movimento. No entanto, a análise final deve ser feita no contexto normal do futebol. Ele também abordou as divergências na interpretação de lances de toque de mão, reconhecendo a dificuldade do tema e a necessidade de uniformização entre as competições.

A possibilidade de implementar o "challenge" (o treinador pedir revisão de lance) nos moldes do que ocorre em algumas séries inferiores na Itália e Espanha foi descartada pela UEFA. Rosetti prefere que cada um cumpra sua função: árbitros apitem, treinadores treinem e jogadores joguem.

Sobre a atuação dos VARs, Rosetti expressou satisfação geral, destacando os encontros pré-partida para garantir a coerência nas intervenções. O objetivo é que o VAR intervenha apenas em erros claros e evidentes, e que os árbitros não hesitem em tomar suas próprias decisões.

A introdução do impedimento automático foi explicada como uma tecnologia que pode alertar o árbitro e seus assistentes sobre um impedimento claro (mais de 30 cm) ou potencial (menos de 30 cm), solicitando que aguardem a comunicação.

Por fim, a lógica por trás da intervenção do VAR em escanteios concedidos erroneamente e não em escanteios não assinalados é que um escanteio incorreto pode mudar o resultado de uma partida, enquanto um escanteio não dado, mesmo que houvesse, teria um impacto menor.